Com o Mundial chegando você ouvirá muito sobre Moscou, capital da Rússia, e uma das cidades-sedes do campeonato mundial. E, provavelmente, ouvirá que se come muito mal por lá. Quando fui visitar o país achei que meus dias seriam a base de strogonoff, salada de batata, borscht (sopa de beterraba) ou de caviar. Nada disso. Com a ajuda e um bom roteiro de amigos locais, me surpreendi positivamente com a cozinha russa. Divido as preciosas dicas aqui.

Moscou é cheia de restaurantes tradicionais, muitos recriam pratos dos czares e foram criados para atender a nobreza. Apesar de mais turísticos, vale a visita para conhecer um pouco da culinária local e, claro, comer muito caviar. Mas, surpreendentemente, você também verá uma cozinha criativa e excelentes restaurantes italianos – que mesmo com os embargos econômicos, conseguiram recriar iguarias da gastronomia italiana. Aproveite a onda dos jogos e deguste Moscou como ela merece.

Conheça a cidade dos czares, St. Petersburgo

Tradição e modernidade russa

Para quem quer conhecer a gastronomia local, o ideal é começar pelos restaurantes tradicionais, como o Café Pushkin. Criado para oferecer a comida da nobreza, no século 19, ocupa uma mansão aristocrática, com arquitetura barroca, dividida em ambientes temáticos – há uma farmácia no térreo e uma biblioteca no andar superior.

No cardápio, aparecem clássicos como a salada Olivier (a famosa salada russa), stroganoff (sim, com “a”) e, claro, caviar. A refeição custa em média 3.500 rublos por pessoa. Além de figurões da sociedade russa e celebridades, atraí um grande número de estrangeiros em busca de seus ambientes e tradição – importante: jantar na biblioteca é imperdível.

A charmosa biblioteca do Café Pushkin

De outro lado, Moscou também mostra seu lado fervilhante e criativo na cozinha – o melhor exemplo é o White Rabbit, que chamou a atenção ao entrar em 18o lugar na lista dos 50 melhores restaurantes do mundo, em 2015. Apesar de usar como base a tradição, o chef Vladimir Mukhin esbanja criatividade em pratos como o caviar com ouriço-do-mar, espinheiro marítimo (planta de fruto alaranjado, ácido) e água do mar, servido em menu degustação (8.500 rublos, 14 pratos).

Onde comer em Moscou

Criações do chef Vladimir Mukhin no White Rabbit

A Itália é aqui

A gastronomia italiana está entre as preferidas dos russos, que até produzem ingredientes como queijos, embutidos e azeites no país. Entre os inúmeros restaurantes, o Mário é o italiano mais antigo em Moscou e há 15 anos atrai endinheirados russos em busca de pratos tradicionais, como o imperdível fettuccine finalizada dentro do queijo grana padano.

Mais moderno, o Quadrum, dentro do Four Seasons Moscow, oferece delícias como o delicado tagliolini (1.300 rublos) feito na casa com caranguejo e tomatinhos. A entrada já vale a visita: peça os pastéis cobertos de prosciutto. Se quiser encarar algo mais turístico (vale à pena), é imprescindível ir ao Bosco Café, em plena Praça Vermelha, e pedir o delicioso ravióli de bacalhau e caviar trufado (1.350 rublos) ou o fettuccine com caranguejos e tomates frescos (2.350 rublos). Mas também vale visitar apenas para um café em uma das suas disputadas mesas externas e admirar o vai e vem da mais famosa praça da Rússia.

Sabor de mar

Não tem praia em Moscou, mas dá para sentir o clima no La Maree. Especializado em frutos do mar e peixes, o cliente escolhe seu “prato” direto dos aquários, dentro do enorme salão. Entre as inúmeras opções do extenso cardápio, vá de caranguejo com creme de trufas (2.050 rublos): certeza que será um dos melhores que já comeu.

O que você precisar saber antes de visitar a Rússia

Happy Hour

Que tal uma happy hour com incrível vista do Kremlin para a Praça Vermelha? E ainda um tradicional Moscow Mule para completar? Em um ambiente ao ar livre, o Club Lounge ou O2 Lounge fica no 11º andar do Ritz Carlton Moscow. Agora, vale reservar uma mesa.

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