Entre 2013 e 2015, o hotel Ipanema Inn foi inteiro revitalizado, ganhou nova cara e, então, veio a inauguração do restaurante Quitéria. A obra foi feita com o hotel aberto e serviu de lição. Quando o grupo Arpoador terminou a reforma, aí então deu início a um processo diferente na recuperação do Arpoador Inn, atualmente fechado, e que a partir de 2018 perde o “sobrenome” e passa se chamar apenas Hotel Arpoador – um autêntico pé na areia.

Rio de Janeiro, RJ – Com a ideia de transformar o Hotel Arpoador – assinado pelo arquiteto Thiago Bernardes – em um novo cartão postal para a capital fluminense, o empreendimento tem previsão de abertura entre março e abril do ano que vem. Terá um restaurante com cardápio de Roberta Sudbrack e uma piscina triangular no topo do edifício com vista 360º da Cidade Maravilhosa. Outra vontade é que ali no terraço ainda funcione um bar de drinks e cozinha própria, de alma praiana, típica de surfista. Ainda no rooftop haverá uma sala de spa com duas camas, sauna a vapor e uma pequena academia de ginástica.

“Até arriscaria dizer que vai ser o primeiro hotel praiano do Rio, por mais absurdo que isso possa parecer”, explica o gerente geral do grupo, Daniel Gorin. “A maioria dos hotéis propõe um serviço muito formal, corporativo”. O hotel ainda terá atividades integradas com a praia, como ioga à beira-mar, cardápio de experiências praianas, como surf e stand up e raquete de frescobol, além de bicicleta, skate e patins. Conhecido por ser uma espécie de surfspot urbano, o bairro de Ipanema atrai quem realmente gosta de viver o Rio como local.

Ao todo, são 49 quartos divididos em cinco categorias: suíte Arpoador (única com 60m², podendo chegar a 90m² se conectada com outro ambiente, quarto e sala integrados e varanda com rede de balanço). O banheiro será “superspecial”, segundo Gorin, não apenas pela vista, mas porque vai ter uma banheira solta, chuveiro duplo e bancada para duas pessoas; júnior (apartamentos que têm varanda com rede e banheiros com chuveiro e banheira juntos), luxo (quartos frente-mar); superior (quartos com vista cidade) e o standard (virados para o atrium).

“Será o melhor custo-benefício da cidade. As pessoas sentem o benefício de se hospedar com a gente”, garante Gorin. A diária para um apartamento comum deve girar em torno de R$ 500, enquanto a “presidencial” deve custar a partir de R$ 1.200/dia. Para Daniel, o conceito de hospitalidade do grupo é oferecer um luxo mais acessível, com serviço superaconchegante, informal, mas respeitoso, autêntico, familiar, que seja porta-voz da cultura carioca.


HISTÓRIA
Daniel assumiu a direção criativa e os serviços do hotel logo depois que o irmão, Marcelo, começou a tocar os negócios da família. Ele ainda estava trabalhando em Londres, com o fotógrafo Mario Testino, quando resolveu deixar sua vida voltada para a arte e decidiu assumir o negócio da família há cerca de dois anos – estimulado pelo boom do Brasil por conta da Copa do Mundo e as Olimpíadas do Rio. Algo semelhante aconteceu há 23 anos, quando os avós faleceram e a mãe de Daniel  e o tio, Miriam e Rubens, respectivamente, assumiram a administração a gestão dos hotéis. O empreendimento foi construído pelo avô em 1974, o engenheiro Manoel Strosberg. Em 1976 veio o Ipanema Inn, renovado recentemente pelas mãos da arquiteta Bel Lobo.


Fotos: Divulgação e Shutterstock

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