Mapa região de Puglia (Fonte: National Geographic)

Banhado por dois mares, o Adriático, com tons esmeralda, e o Jônico, de cor azul turquesa, a região da Puglia tem paisagens rústicas e únicas com uma gastronomia familiar e custo bem inferior comparado a outras regiões italianas.

A região da Puglia fica no sul da Itália, no “salto da bota”. Diria que “esconde” uma beleza natural espetacular e única, com uma gastronomia acolhedora.

Poucos falam inglês, mas por serem extremamente amáveis, fazem de tudo para te ajudar. Da Costa Amalfitana leva 4 horas de carro, mas há vôos também para lá. Bari é a capital da região, uma cidade portuária que passei de carro e confesso que não me interessei em conhecer. Fui direto para Alberobello.

Pelas ruas de Alberobello (Foto: arquivo pessoal)

Alberobello é cartão postal da Puglia, Patrimônio da Humanidade da UNESCO devido a arquitetura milenar de “trullis” (que significa cúpula) – casinhas brancas com telhados cônicos. Os “trullis” eram os “prédios” dos povos da época, feitos de pedra sem nenhuma argamassa ou madeira, uma obra de arte original a céu aberto. Hoje, abrigam lojas de souvenir, restaurantes, lojas de vinhos com degustações. Em vários deles é possível visitar o terraço e apreciar a vista do local, um charme!

Degustação de vinho em Alberobello (Foto: acervo pessoal)

Se tiver tempo, visite Locorotondo, localizado a 9km de Alberobello, que tem seu centro histórico no topo de uma colina e que dizem que é um dos mais bonitos da Itália. Casas todas brancas com flores na varanda, restaurantes com ótimos vinhos.

Para comer em Bari recomendo a Osteria Paglionico (desde 1870), sem cardápio e com apenas 5 pratos disponíveis (em media 5 euros cada um) e vinho da casa servido na jarra para acompanhar (muito comum na região, onde cada estabelecimento produz o seu próprio). Massas caseiras e ambiente familiar tão especial que só estando lá para entender.

Osteria Paglionico (Foto: acervo pessoal)

Trinta minutos de Bari, fica Polignano a Mare, que abriga uma pequena praia (de pedrinhas) e um mar maravilhoso que pode ser admirado pelos diferentes “mirantes” da cidade. Um deles é a Ponte Polignano a Mare.

Ponte Polignano a Mare

Lá não deixe de conhecer a Grotta Palazzese, uma gruta de frente para o mar onde fica um dos restaurantes mais famosos da Itália. MARAVILHOSO. É preciso fazer reserva com antecedência. Eu não consegui ir, mas fica a dica.

Polignano a Mare (Foto: acervo pessoal)

E, pertinho de Polignano a Mare, está Monopoli, uma região portuária muito charmosa, com praias de mar azul turquesa e areia branquinha. A “porta vecchia” é a entrada principal para a parte histórica murada, onde vale a pena se perder nas pequenas ruas de pedra. Orecchiette é a massa típica da região e provei na Osteria Perricci, frequentada por italianos e muito bem feita. Daqueles restaurantes que você se sente na casa dos próprios donos, sabe?

Osteria Perricci (Foto: acervo pessoal)

Mais uma hora de carro está Lecce, de arquitetura barroca. Me encantei por este lugar, pequeno e acolhedor com ótimos restaurantes e bares e um bom local para se hospedar. Tem o sossego de uma cidade pequena e também vida noturna para gosta de prolongar a noite. Não saia de lá sem tomar um belo coquetel feito a gosto do cliente no bar Quanto Basta ou provar uma bombette (comida típica de rua feita de carne de porco com queijo e grelhada) no Capriccio Divino.

Drinks do bar Quanto Basta, em Lecce

E a trinta minutos de Lecce está um dos lugares mais deslumbrantes que já vi, a Grotta della Poesia. Uma piscina natural de água cristalina, cercada por pedras. De um beleza natural indescritível!

Grotta della Poesia (Foto: acervo pessoal)

A Grotta, por ser de pedra, não é das mais confortáveis para passar o dia. Eu fiquei na Torre Dell’Orso, por indicação de um amigo italiano, e foi uma das praias mais lindas que conheci na Itália. Extensa, de areia branca e com um mirante de pedra que dá para ficar horas apreciando o mar azul e a “Le Due Sorelle” (a pedra conhecida como “ duas irmãs”).

Le Due Sorelle (Foto: acervo pessoal)

Outras dicas:

Praia em Puglia (Foto: acervo pessoal)

– Fui em setembro, já no inicio da baixa temporada, mas com clima quente perfeito para ficar horas na praia;

–  A melhor forma de se locomover na região é de carro, e por ser menos turística é bem segura e com muitos estacionamentos pagos (recomendável caso tenha carro alugado);

– Todos os restaurantes cobram o “ coperto” (media de 2 euros por pessoa) que refere-se ao serviço do estabelecimento e utilização de copos de talheres;

– Espreguiçadeira na praia, nesta época, custa em média 5 euros por pessoa (quase um terço do preço de outras regiões mais turísticas da Itália);

– Há vários outros lugares para visitar, como: Otranto (indicado passeio de barco pelo norte da região), Termoli, Ilha San Domino, Faraglioni di Sant’Andrea…. Fica a dica para quem tiver mais dias e, por favor, compartilhem as fotos.

Se eu pudesse resumir a Puglia em uma palavra seria: SURPREENDENTE. Poderia colocar muito mais fotos, mas nenhuma seria suficiente para mostrar a beleza deste lugar. Besos da Chica.

 

 

Karen Fujii, formada em administração, paulistana, conhecida por seus amigos como Chica, é criadora da rede social @chicasSPApaixonada por novidades, compartilha aqui suas descobertas.

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