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Destino inusitado, exótico e longe, Camboja é imperdível para quem busca cultura e história 

O pequeno país do Camboja fica na Ásia, e faz fronteira com o Laos e Vietnã. Tem seu território cortado pelo rio Mekong, que alimenta a terra nas cheias, durante as monções. A história do Camboja é intrigante. País que sofreu muito com guerras e um governo sanguinário que matou mais de 2 milhões de pessoas, possui marcas ainda recentes em seu povo. Explico: de 1975 a 79 o comunista cambojiano Pol Pot, do Khmer Rouge, promoveu um genocídio.

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Ex-monge budista, durante seu governo tomou o poder logo depois da guerra do Vietnã e ficou por quatro anos, o suficiente para manchar de sangue a história do país e ocupar o posto de segundo maior genocida do mundo, atrás apenas de Hitler. Executou qualquer pessoa que tivesse um mínimo de instrução ou qualquer conhecimento. Fechou escolas, bibliotecas, hospitais e proibiu remédios. Enviou a população para o campo (de concentração) para trabalho escravo. O país caiu nas sombras e voltou no tempo. Foram anos obscuros, como mostra um pouco o filme Os Gritos no Silêncio, de Roland Joffé. Todos os cidadãos tem alguma ligação com este passado negro. Nosso guia, por exemplo, teve o avô assassinado. O pai, que era professor, fingiu que era camponês durante anos para conseguir sobreviver.

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Muito sofrido pelas guerras e seu algoz, hoje o Camboja busca virar a página. A população ainda é muito pobre e vive em condições precárias. Contrastante com a riqueza histórica e cultural que o país possui – construída principalmente na época do Império Khmer, no século IX – , e que vem atraindo muitos turistas.

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Camboja é muito procurado por seus templos, principalmente os de Angkor, construções anciãs mais celebradas. Alcançados a partir da cidade de Siem Reap, tem como destaque Angkor Wat, maior complexo religioso do mundo; Ta Prohm, impressionantes ruínas tomadas pelas raízes das árvores e cenário do filme Tomb Raider; e Angkor Thom, cidade antiga do Império Kmer onde abriga o Bayon, templo das 216 faces sorridentes do Buda.

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A região ainda tem dezenas de templos hindus e budistas espalhados pelos arredores. Um bom modo de ver algumas dessas construções, para quem não tem muito tempo, é o voo panorâmico de helicóptero, a partir do aeroporto de Siem Reap. A capital Phonm Penh é pequena e fervilhante, com um trânsito caótico de motos, tuk-tuks e carros que disputam espaço. Lá vale visitar o Palácio Real, residência do Rei Norodom Sihamoni, e o Pagode de Prata, que tem este nome pelo seu chão coberto com mais de 5 mil placas do metal.

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A história de Angkor, no Camboja

Angkor tem tradução literal de Capital ou Cidade Santa. Khmer é usado para se referir a um grupo étnico no antigo Camboja. Angkor passou a ser usado para definir a capital do antigo Império Khmer, existente entre os séculos IX e XII D.C, assim como o governo da época, em si. Mais de um milhão de pessoas viviam nesta era, quando os grandes templos foram construídos. Sua posição era dominante, tanto na área militar, econômica e cultural.

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A religião dominante por volta do século IX era o hinduísmo, por isso muitos templos são em reverência a Deuses Hindus, como Shiva, Viashni ou Brahma. Depois, o budismo se espalhou, com isso, Buda passou a figurar nos templos – e conviver harmoniosamente com as imagens e história anterior. Um exemplo de respeito às diferentes crenças.

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