Localizado no bairro de Alvalado, o novo asiático lisboeta é um portal para o Oriente. Não à toa, o nome é cheio de misticismo: brisa exótica e inconfundível que carrega os aromas intensos de lugares distantes. Desde a decoração até os drinks e pratos, você se sentirá em uma viagem a países orientais, como Japão, Índia, China, Vietnã, Tailândia e Coreia do Sul.

Lisboa, Portugal – Paredes de vidro separam o Soão – Taberna Asiática da agitação de Lisboa. Da porta para dentro, você vai esquecer essa atmosfera e deixar se envolver pelos cheiros de especiarias e o relax da casa, com drinks autorais do bartender Vasco Martins
e cerimônias do chá. Apesar de não ser um restaurante exclusivamente japonês, o chef Luís Cardoso revisita a genialidade nipônica, acrescentando um pouco da sua vivência por viagens e até mesmo pelas cozinhas de Portugal, já que os ingredientes vêm de mercados asiáticos de Lisboa.

Pad thai (macarrão frito à moda tailandesa)

No primeiro andar funciona o sushi-bar sob cuidados do chef Luís Cardoso (ex-discípulo de Takashi Yoshitake, do Aya), que prepara sushis, makis e adjacentes aos olhos do público. Ali mesmo há um aquário (desenhado por Fernando Ribeiro) para a escolha do jantar: lagosta, camarão ou lavagante, por exemplo, para serem servidos como sashimi.

O menu é composto por entradas, sopas, buns (aquele pãozinho chinês, chamado de gua bao e feito com carne de porco, típico de Taiwan), guiosa (dim sum, patrimônio da cozinha cantonesa, servido em cestos de vapor) e pad thai (macarrão frito rapidamente à moda tailandesa) etc.

Na noite da nossa visita, um menu fechado apresentava um pouco do que a casa oferece: cozinha asiática, inspirada por menus contemporâneos, com pratos autênticos e saborosos. Das entradas, destacam-se o goi cuon (€ 9, rolo primavera de peixe e camarão, pepino basílico e molho de amendoim), do Vietnã, e cha muc (€ 8,50, tostas de choco com maionese, ovas de bacalhau e yuzu).

O menu de sushis e sashimi vai de € 8,50 a € 55, aji no tataki (clássico de carapau picado com cebolinha) até sashimis de lagosta e lavagantes, respectivamente.

Sushimis variados, com salmão, tilápia-do-nilo envolto em cebolinha, pargo, rolo de pepino com salmão, alho francês, cebolinha e feijão verde, isamemaki (rolo de choco com ovas de bacalhau) e rodelas de camarão tigre

Com 30 lugares (14 deles ao balcão), a taberna tem um pouco de cada país: os neons, barris de saquês, bambu, lanternas de papel, gaiolas de aves, gravuras kakemono, como uma exposição do que há de rico na cultura oriental, além de um dragão feito pelo ilustrador e tattoo artist Miguel Brum. No andar debaixo, ainda há salas para jantares privados, uma delas com um vitrô com vista para a cozinha de onde saem os pratos quentes. As inspirações da decoração aqui são o vermelho e dourado, com painéis de madeira em detalhes, recortados à mão pelo artesão Luís Souto, além dos kimonos, bambus, a seda e o veludo.

Sala privativa com vista da cozinha; se não quiser, é só mexer na iluminação, que esse vitral fica branco

Ainda no andar de baixo, funciona um bar aberto de onde saem todos os drinks da casa. Parece um laboratório, tamanha a quantidade de frutas, flores, drinks, taças e bebidas à mostra. Mais para baixo, longe dos olhos, ali também é guardado o que há de mais precioso na casa: a adega de saquês. Inspira-se na expressão japonesa ichi-go ichi-e (um encontro, uma oportunidade em tradução livre), com drinks genuinamente orientais, devido às pesquisas do mixologista, e alguns deles autorais.

Além de saquês e uísque japonês, há destilados menos conhecidos, como o shochu, o soju e o baijiu. Nesta linha de descoberta, experimente três cocktails clássicos, como o Osakini, inspirado no Bellini, e o Sojito, inspirado no Mojito. Também de origem asiática, há gins, rums, vodkas e cervejas.

Carta de drinks segue a linha asiática, com o estudioso mixologista Vasco Martins

Como mencionamos no início do texto, eles têm experiências de chá: em uma parceria com o tea sommelier Sebastien Filgueiras (fundador da Companhia Portugueza do Chá) chegaram aos ‘seis chás do Soão’ (cujos preços vão de € 9 a € 19), ideais para o acompanhamento da refeição, e ainda três surpreendentes harmonizações de chá e whisky. Não gostou? Experimente o espresso de lá, servido em um coador Chemex ou V60.

O restaurante é mantido pelo Seame Groupe – Peixaria Moderna, que mantém outros restaurantes com conceitos voltados para o mar, como o Barracuda by SeaMe, no Amoreiras Shopping Center, e o Prego da Peixaria, com vários estabelecimentos em Lisboa.


SERVIÇO
Av. de Roma, 100, Lisboa / Tel.: +351 210 534 499

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O repórter viajou a convite do Taste Portugal, um organismo da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) de Portugal, em parceria com a Rede de Restaurantes Portugueses pelo Mundo (RRPM). / Fotos: André Aloi e Divulgação (abre e galeria).

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