Para falar sobre o tema, é preciso conhecer. Ver de perto é uma forma de tirar suas próprias conclusões.

Um passeio um tanto polêmico, principalmente exposto pela matéria no One Green Planet e pelo fechamento do Tiger Temple (em Kanchanaburi) depois de um tigre atacar um monge, o Tiger Kingdom, templo do tigres, é uma das atrações turísticas mais visitadas de Chiang Mai, na Tailândia. Os tigres que moram lá, já nasceram no cativeiro e passam o dia recebendo visitantes, que entram em suas jaulas.

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Antes que me julguem por ter ido, o que já aconteceu bastante no Instagram, resolvi conferir com os próprios olhos e tentar entender o local. Até porque estamos falando de um dos pontos mais visitados de Chiang Mai e de uma cultura completamente diferente da nossa – que defendem veementemente este tipo de turismo. Concordo com isto? Não, mas não é a questão, o objetivo foi ver e retratar.

Muitos dizem que eles não são dopados, mas completamente domesticados, como em um zoológico, com a diferença que crescem com o contato humano. Sua reintegração à natureza seria improvável. Na minha opinião, crescer e viver em jaulas, sob uma vara do treinador, é triste, mas retrato aqui como funciona o local – sem julgamentos de quem vai ou deixa de ir.

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Primeiramente, o fascínio que o tigre faz nas pessoas e o contato próximo, bem como ter uma selfie com este lindo animal, é uma experiência um tanto atrativa. Talvez isso explique o sucesso do Tiger Kingdom, em Chiang Mai, no norte da Tailândia. O local, um pouco afastado do centro, tem ampla fila de espera – uma hora, no dia que fomos – e é muito procurado por turistas do mundo todo.

O pacote de entrada é determinado pelos animais que você deseja ver, de acordo com o tamanho: pequeno, médio e/ou grande. Uma senha determina quando será a sua vez em cada jaula. Ao entrar, o próprio termo de responsabilidade já assusta, afinal, trata-se de um animal. Tanto que vive em jaulas. As instruções para fazer a visita são expressas: nunca coloque a mão na cabeça dos tigres, não faça movimentos bruscos nem grite. Todos os pertences devem ser deixados fora da jaula. Pode levar câmera mas, se preferir, oferecem no pacote fotos com um fotógrafo do local. Pode passar a mão neles, desde que respeitando o sentido dos pelos.

Tiger Kingdom

Dizem que o tigre é um animal noturno, o que explica alguns deles deitados. Entre os locais que oferece este tipo de contato com animal, o Tiger Kingdom é o mais conceituado e com apoio da cidade. Obviamente, o animal solto é a melhor opção, afinal lá não é o habitat natural deles, mas não vi indícios de maus tratos. Porém, não tenho como afirmar se são ou não dopados. A nossa guia – formada em universidade, extremamente culta, defende a prática, assim como o governo e demais locais. Argumentam que é a forma de subsistência e que, na cultura deles, isso é aceito. Lembrando que a população do Oriente, principalmente China, Indonésia, Índia, Camboja, Tailândia e outros países por aqui, concentram 60% da população mundial, enquanto os brasileiros 0,5%. O que isso significa? Que quem são os exóticos somos nós. O local defende que, assim como os zoos de todo o mundo, não maltratam os animais, que já nasceram em cativeiro. Ou seja, a decisão de ir ou não, fica para cada um.

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Tiger Kingdom, Chiang Mai, norte da Tailândia

Entrada (em THB, moeda local):

Smallest (pequeninos) – 700 THB

Small (pequenos) – 500 THB

Medium – 500 THB

Big Cats (grandes) – 600 THB

Ainda há pacotes, como Small+Big/Medium (990 THB) ou All (2,280 THB)

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